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Tecnologias para o treino de marcha suspensa robotizada

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Maria Eduarda Perosa | 20, agosto

 

                  A evolução tecnológica já permitiu ao homem executar tarefas inimagináveis. Na fisioterapia não é diferente. Historicamente falando, quando o treinamento de marcha começou a ser aplicado, eram necessários dois fisioterapeutas assistindo o movimento dos membros inferiores do paciente. No entanto, essa posição é ergonomicamente prejudicial aos profissionais. Assim, há mais de duas décadas foram criados os primeiros aparelhos para o treino de marcha suspensa robotizado, a fim de trazer mais conforto a ambos fisioterapeuta e paciente, dentre outros motivos.

                Pioneira na área, a empresa suíça Hocoma desenvolveu o Lokomat, uma órtese robotizada que funciona como um exoesqueleto. Ele possibilita a movimentação guiada dos membros superiores e inferiores, através de padrões pré-programados idênticos aos fisiológicos normais de locomoção. Além disso, possui a suspensão parcial de peso inclusa. Tudo isso possibilitou, como diversos estudos publicados demonstraram, a recuperação da marcha ou pelo menos, o treino locomotor em posição vertical, em pacientes com lesões na medula espinhal, lesões cerebrais traumáticas, ou que tiveram acidente vascular cerebral ou indivíduos pós-cirurgia.

   Mas como realmente funciona esse equipamento?

(fonte: Hocoma.com)

            O Lokomat é composto por um exoesqueleto com dois braços que garantem suporte e movimento na parte superior do corpo. Ele também possui dispositivos ajustáveis na parte inferir, ligados ao exoesqueleto, que irão garantir o alinhamento das ancas e dos joelhos de cada paciente com o eixo do mecanismo. Tudo isso é controlado por um computador programado e por motores de corrente contínua, os quais garantem o padrão locomotor recíproco. As respostas do corpo à repetição dos movimentos controlados pelo robô são interpretadas pela equipe que supervisiona o paciente. Ao longo de várias sessões de tratamento, áreas do cérebro associadas aos processos fisiológicos do caminhar são estimuladas devido ao movimento reproduzido ser tão semelhante à marcha natural humana. Assim, o aparelho reensina e mantém relembrando o corpo a marchar.

No entanto, toda essa tecnologia não é barata ou de fácil acesso. Com custo médio de R$ 1,5 milhões, são poucas as clínicas que adquiriram ou possuem recursos para um equipamento desse porte hoje no Brasil. Ao longo dos anos outras variações de modelo, como também novas empresas surgiram no ramo. Mesmo assim, para a maioria dos brasileiros necessitados de tratamento de marcha, resta apenas as possibilidades limitantes de adaptações de esteiras e equipamentos convencionais de academia. Entretanto, esses, muitas vezes, não atendem todas as necessidades para uma recuperação, exigindo mais esforço braçal dos fisioterapeutas.

Novas perspectivas para a fisioterapia neurofuncional e o treino de marcha suspensa no Brasil

                 Diante desse cenário e a fim de muda-lo, a i9 Consultoria desenvolveu um produto de alta qualidade e tecnologia para o treino de marcha suspensa, e com um preço muito mais acessível: a Esteira Neurofuncional i9. O produto é o primeiro desse ramo da empresa de engenharia mecânica. Mas, devido à alta aceitação do mercado brasileiro, novos equipamentos já estão sendo desenvolvidos e logo lançados em todo o país.  Com tecnologia nacional desenvolvida dentro de uma universidade brasileira, a i9 Consultoria se mantém com o compromisso de colaborar cada vez mais para a democratização do acesso às tecnologias e para que todos possam viver uma vida plena e saudável.

Ficou com alguma dúvida?